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Talleres e a tabela libertadora

Por Felipe Carvalho - Garoa News
07/02/2019 18:25

Meia se aproximando da grande área, tabelando com o companheiro de equipe e finalizando com precisão no canto do gol adversário, jogada simples, bonita e eficiente. Exaustivamente executada em times que contavam com craques como Rivaldo, Giovanni e Juninho Pernambucano, por academias abençoadas por um 10 Divino e até Democracias lideradas por um 8 com a inteligência de um Doutor.

E falando em democracia, apesar dos supracitados, essa jogada não tem sua execução restrita aos craques, doutores e jogadores divinos, pode ser executada por mortais também, vide os vôos do Azulão no início dos anos 2000, tão bombásticos como os chutes do bom Adhemar, oriundos de tabelas simples com o regular Adãozinho.

Foto - reprodução da televisão - partida entre Talleres x São Paulo pela pré libertadores

Ou seja, a chamada tabela não só pode, mas deve ser exercida por jogadores de todos os níveis, por que então anda tão escassa no futebol brasileiro?

Pela primeira fase da Copa Libertadores 2019, foi libertador ver um regular Talleres abrir grande vantagem contra a soberania de um tricampeão mundial usando de forma tão eficiente a saudosa tabela pelo meio, o popular “um-dois”. Em resposta, o soberano optou pela mesmice verde e amarela dos cruzamentos e bola parada.

Em tempos de retrancas defensivas, defendidas pelos seus treinadores como estratégia de jogo, de atletas que batem um lateral com a força de um chute, mas deixam de chutar pro gol optando por um passe lateral, foi surpreendente ver um time pequeno se sobressaindo a um gigante sem optar por infinitos cruzamentos na área adversária e 10 jogadores na própria área.

O Talleres fez 2 gols tabelando e finalizando. Poderia ter sido mais, se não fosse a qualidade do goleiro São Paulino. E essa soberania do time de Córdoba veio colocando a bola no chão, trabalho esse com certeza, treinado a exaustão. Como não se vê mais no Brasil, exceção feita ao Santos, que com um toque argentino vem quebrando a mesmice dos cruzamentos infinitos, dos atacantes marcando laterais adversários e dos centroavantes com funções de volantes. Do promissor Carille, passando pelo perdido Jardine ao pentacampeão Felipão, o que se vê é mais do mesmo, mas menos do mais bonito. O futebol.

E tabelar é do futebol, dá resultado e dá gosto. Dá algum trabalho para fazer, mas se o Talleres faz, porque não o São Paulo?

Estudante de Jornalismo da FAM, Contador por formação, tem como verdadeira paixão ser contador de histórias. Amante do futebol brasileiro (que permanece heróico, apesar de pouco retumbante), procura focar suas atenções nos campeonatos locais. Craque de PES, fã dos anos 90, apaixonado por cinema, Chaves e pizza.

"Um homem analógico num mundo digital"

Felipe Carvalho

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