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O estranho mundo de Mattos

Atual campeão brasileiro e uma das maiores forças do futebol sul-americano, o Palmeiras inicia 2019 buscando jogadores para compor um elenco robusto que até agora, não sofreu baixas.

Por Felipe Carvalho - Garoa News
17/01/2019 23:05

Desde o fim de 2014 comandando o departamento de futebol do Palmeiras, o diretor Alexandre Mattos a cada ano mostra que sabe montar elencos vitoriosos. Não à toa, o “cartola” ostenta orgulhosamente o status de tetracampeão brasileiro, afinal, foi ele o grande responsável pela montagem dos elencos do Cruzeiro em 2013 e 2014 e Palmeiras em 2016 e 2018, os maiores times nacionais nesses respectivos anos.

Porém acerca 2019, fica a dúvida: o caminho adotado pelo mandatário vêm sendo o correto?

O Palmeiras de 2018 colocou em prática um conceito bastante usado na Europa, o de “rodagem” de jogadores nos times considerados como titular e reserva. Afinal, como definir se a dupla de zaga do verdão campeão foi a composta por Edu Dracena e Antônio Carlos ou por Gustavo Gómez e Luan? O centroavante da conquista foi o Borja ou o Deyverson?

Foto - Mattos diretor-do-palmeiras-posa-para-a-foto-com-as-cinco-contratacoes-de-2019

É evidente que essa mescla entre jogadores a ponto de conceitos como titular e reserva se confundirem é fruto de uma boa montagem de elenco, com várias opções. Agora, se o elenco já mostra força, o ideal seria reforçar de forma pontual com jogadores de renome, e essa idéia não vêm sendo seguida até aqui, exceção feita a Ricardo Goulart grande destaque por onde passou.

Apesar de ótimo, o elenco do Palmeiras carece de jogadores que “cheguem para jogar” em duas ou três posições, no caso um zagueiro (Gómez é o único na posição tido como unanimidade entre a maioria dos torcedores), um ponta de velocidade, já que Keno e Willian eram realidades no futebol, diferente dos reforços para a posição, Carlos Eduardo e Felipe Pires. Outra posição que ainda há falta de um cara que não desperte desconfiança é a de centroavante, visto que a dupla Borja e Deyverson tiveram um 2018 de altos e baixos, não necessariamente nessa ordem.

Colocando no papel, os contratados até aqui foram: Matheus Fernandes e Zé Rafael para o meio de campo, Felipe Pires, Carlos Eduardo, Arthur Cabral e Ricardo Goulart para o ataque, além do retorno por empréstimo do ótimo meia Raphael Veiga. Quanto aos reforços, a única realidade é mesmo Ricardo Goulart. Zé Rafael merece crédito e acredito

que dará certo, porém pelo fato de ainda não ter passado por uma equipe com a pressão de um Palmeiras, precisamos ver se não “sentirá o baque”. Os outros citados são considerados ainda como promessas, ou, jogadores para compor elenco. Podem se tornar estrelas? Evidente que sim, todavia, qual a necessidade de um elenco com tantas opções se reforçar com promessas ao invés de certezas?

 

Caso o receio seja em perder estrelas, como o atacante Dudu, o ideal seria repor com alguém a altura, não com um atleta ainda a ser lapidado. E se mesmo assim esse for o desejo, a equipe alviverde têm inúmeros jogadores em sua base que demonstram qualidade para suprir essas necessidades, por exemplo Gabriel Furtado, Gabriel Menino, Yan, Alanzinho e Papagaio.

Foto - Zé Rafael - Coletiva - Divulgação

Além de não precisar ir aos cofres (o Palmeiras desembolsou em torno de R$ 25 milhões no atacante Carlos Eduardo), esses atletas chegariam com menos peso que os jogadores contratados, já que por fazerem parte da base, automaticamente contariam com o “carinho” dos torcedores palmeirenses, pelo menos num primeiro momento.

De toda forma, às vésperas do início do Paulistão (ou paulistinha se preferir), o Palmeiras entra como favorito a tudo que disputar, pois possui um elenco forte, entrosado e pela primeira vez desde sua reestruturação financeira, com um treinador prestigiado, no caso o ídolo e pentacampeão do mundo, Felipão. Com todo esse aparato, é unânime que os atletas contratados para essa temporada tem sorte, a dúvida que resta é: será que alguns deles estão à altura disso tudo, ou o Mattos errou nestas escolhas? Só o tempo dirá.

Estudante de Jornalismo da FAM, Contador por formação, tem como verdadeira paixão ser contador de histórias. Amante do futebol brasileiro (que permanece heróico, apesar de pouco retumbante), procura focar suas atenções nos campeonatos locais. Craque de PES, fã dos anos 90, apaixonado por cinema, Chaves e pizza.

"Um homem analógico num mundo digital"

Felipe Carvalho

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